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Novas tecnologias para impulsionar a sua produção de café

PUBLICADO EM: 09/mar/2018

produção de café

O Brasil é considerado o maior produtor mundial de café, sendo responsável por 30% do mercado internacional, um volume que representa a soma da produção dos outros seis maiores países produtores. É, também, o segundo maior mercado consumidor, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Segundo um estudo feito pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), intitulado como “A Cultura do Café: Análise dos Custos de Produção e da Rentabilidade nos Anos-Safra 2008 a 2017”, produzir café no Brasil usando novas tecnologias vem se tornando uma atividade mais rentável do que há pelo menos uma década. O aumento da produtividade aparece como responsável pela melhoria de rentabilidade tanto na variedade do café arábica quanto do café conilon.

Segundo a Organização Internacional do Café (OIC), apesar da safra 2016/2017 ter sido recorde, o consumo do grão foi de 155,061 milhões de sacas, total que foi complementado pelos estoques remanescentes de safras anteriores. Mesmo sendo o maior produtor de café do mundo, o Brasil apresenta produtividade média por hectare bem longe de seu potencial.

Devido ao cenário atual, as fazendas de café do Brasil estão enfrentando grandes mudanças. O objetivo delas tem girado em torno de elevar a produtividade, reduzir custos e melhorar a qualidade dos grãos. E, para que isso aconteça, investir em novas tecnologias é o que faz a diferença nos cafezais. Essas tecnologias que estão surgindo, juntamente com as melhores práticas de manejo, têm permitido que os produtores incrementem fortemente a produtividade, alcançando patamares cada vez mais altos de qualidade.

Para pontuar essas novas tecnologias que podem contribuir com a produção de café conilon (o mais produzido no Brasil), bem como incrementar a produção de café arábica, separamos algumas tecnologias que vem sendo utilizadas por parte dos produtores e que se traduzem em uma nova forma de cultivo para a cultura. Confira quais são elas:

  • Adensamento de plantio: é uma técnica de excelentes resultados, pois na cafeicultura, bem como em grande parte das culturas, a produtividade guarda relação com o número de plantas por hectare. Além disso, plantas mais próximas produzem menos individualmente e se estressam menos com a produção, tendo mais chances de se recuperarem melhor para a safra seguinte, aumentando a produtividade;

 

  • Sistema de irrigação por gotejamento: essa técnica tem se mostrado uma das mais eficientes, não só pela racionalização no uso da água e de energia, mas também por não propiciar ambiente com alta umidade relativa, responsável por favorecer a propagação de doenças. Pode ser instalada em qualquer topografia ou formato de área, desde que a mesma tenha um bom projeto dimensionado;

 

  • Fertirrigação: é uma técnica que realiza a adubação via sistema de irrigação, com uso de fertilizantes solúveis em água. Além disso, aumenta a eficiência das adubações, o que possibilita o maior parcelamento das mesmas ao longo do ano agrícola. O sistema também permite a realização de uma nutrição mais precisa;

 

  • Plantio com matéria orgânica no sulco de plantio: essa técnica é mais recomendada para regiões de clima tropical, onde a matéria-prima orgânica possui rápida degradação, pois é responsável por melhorar as condições químicas, físicas e biológicas, resultando em um melhor desenvolvimento da plantação;

 

  • Cultivares: são plantas obtidas por melhoramento genético que apresentam um conjunto de características definidas que as diferem de outros indivíduos da mesma espécie. Possuem alta produtividade e resistência às principais pragas e doenças do cafeeiro;

 

  • Biofábricas: a técnica, também conhecida como clonagem, multiplica in vitro café arábica de características favoráveis. Tal produção pode ser realizada em larga escala e em um terço do tempo convencional de desenvolvimento de cultivares;

 

  • Poda programada do café Conilon: a poda consiste na eliminação das hastes verticais dos ramos horizontais improdutivos com o objetivo de dar espaço à nova brotação com mais vigor.

 

  • Sistema para limpeza de Águas Residuárias: tem a capacidade de remover os resíduos sólidos da água proveniente do processamento de frutos. O processo viabiliza a reutilização do líquido, o que acaba reduzindo o gasto excessivo. Após a remoção dos resíduos, a água é novamente conduzida para a caixa de abastecimento para reutilização.

 

Concluindo

Diante de tantas alternativas existentes para cuidar bem do café, cabe a cada agricultor avaliar qual a tecnologia que é mais adequada para o relevo da sua fazenda, para o propósito da sua produção e, obviamente, verificar se os investimentos cabem no bolso e são acessíveis. Só assim, o café brasileiro vai continuar fazendo sucesso dentro e fora do país.

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