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Governança Corporativa no Agronegócio

PUBLICADO EM: 27/nov/2019

Quando diferentes gerações lideram a fazenda, os mais jovens geralmente querem adotar novas tecnologias enquanto que os mais velhos, em muitos casos fundadores do negócio, não querem abandonar práticas tradicionais. Uma frase resume bem esse impasse: “sempre deu certo desse jeito, por que agora não vai dar?”. E o dilema parece ficar longe de ter solução.

Para tomar as melhores decisões e resolver esse tipo de conflito é que existe a governança corporativa. Esse conceito não tem como objetivo agradar aos mais jovens ou aos mais velhos. Trata-se de um conjunto de boas práticas de gestão com o objetivo de profissionalizar a fazenda e proteger a empresa familiar, além de pensar no futuro do negócio e na sucessão da gestão. O benefício da adoção da governança corporativa não é só interno, já que essas boas práticas são valorizadas no pós-porteira por fornecedores de crédito, insumos e compradores do setor.

Governança no agronegócio brasileiro

Em termos de maturidade de governança, o Brasil ainda está atrasado. Estamos entrando nesse processo agora porque o agronegócio de escala no Brasil começou a ganhar força na década de 70 e 80. 

O que é a governança corporativa?

Três pilares sustentam a governança corporativa: planejamento, transparência e comunicação. A partir dessas boas práticas é possível proteger o patrimônio conquistado, as finanças e a família. Essas regras funcionam para não deixar a família destruir a empresa e nem a empresa destruir a família.

A importância da Governança Corporativa.

Alguns dados colaboram para demonstrar a importância da Governança Corporativa em empresas rurais familiares:

 

  • Mais de 80% dos negócios familiares não chegam à terceira geração;
  • 07 de cada 10 empresas não dispõem de procedimentos para resolver conflitos familiares;
  • Somente cerca de 20% das fortunas brasileiras atuais são herdadas. A maioria se perde em   conflitos familiares, que poderiam ser evitados.

 Empresas familiares que sobrevivem às gerações, em geral, são aquelas que se preparam para enfrentar os desafios da convivência societária familiar. A prevenção desses conflitos é feita através da Governança Corporativa, que possibilita o entendimento e a perpetuidade do negócio familiar, evitando disputas familiares que muitas vezes chegam ao judiciário.

As vantagens da mudança

Quanto mais transparência nas regras, que é o que a governança traz, mais fácil a gestão fica no dia a dia. Esse fator melhora a gestão dos números e os resultados da empresa. Exige muita disciplina, tanto da família como dos gestores e acionistas, mesmo que soe redundante, repetitivo e que pareça desnecessário no primeiro momento. A principal dificuldade nesse processo de mudança é a sobreposição de papéis, mas ela pode ser facilmente superada com o dia a dia mais organizado pela governança.

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