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A importância do estoque em lavouras de soja

PUBLICADO EM: 13/mar/2018

A importância do estoque em lavouras de soja

A soja é uma cultura de grande importância no âmbito econômico para o Brasil, sendo considerada a principal cultura do agronegócio brasileiro. Além disso, é uma leguminosa que faz parte da dieta dos chineses, que foram os primeiros a cultivá-la na Ásia e levaram, em sua totalidade, cerca de 3 mil anos para expandir o produto no continente. Nesse artigo vamos falar sobre importância do estoque em lavouras de soja.

Foi trazida para a Europa no século XVII, durante o período conhecido como o das grandes navegações, e por lá permaneceu por mais de 200 anos apenas como uma curiosidade botânica, nos jardins botânicos das cortes europeias. Chegou aos Estados Unidos por volta dos anos de 1980, onde era cultivada como forrageira. Alcançou Paraguai na década de 1940 e, na década de 1950, o México e a Argentina.

No Brasil, a soja foi introduzida pelos japoneses imigrantes no ano de 1908. Contudo, o país estava com a produção rural voltada para o café, fazendo com que a soja não ocupasse um espaço significativo. Hoje, segundo dados da Embrapa, o Brasil é considerado o segundo maior produtor mundial do grão, tendo alcançado uma produção estimada em 113,208 milhões de toneladas na safra de 2016/1017.

O cenário atual de soja no Brasil

Os valores da soja em grão e em farelo subiram em outubro de 2017, atingindo os maiores patamares do ano. Segundo o levantamento mensal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a alta esteve ligada à firme demanda externa e à retração de produtores em comercializar lotes grandes.

Já os embarques brasileiros seguem em volumes recordes. No ano passado, de janeiro a outubro, o Brasil vendeu 63,65 milhões de toneladas de soja ao mercado internacional, ficando apenas 2,1% abaixo do estimado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para todo o ano de 2017. Em outubro, as exportações do grão de soja somaram 2,48 milhões de toneladas, um volume 41,8% inferior ao exportado em setembro do mesmo ano; contudo, mais que o dobro do volume embarcado em igual período de 2016, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Houve, ainda, um crescimento de 9,7% nos embarques de farelo de soja em outubro se comparado com os valores de setembro, totalizando 12,43 milhões de toneladas. De acordo com a Secex, os embarques de óleo e soja também estiveram mais aquecidos em outubro, onde o total foi de 115,6 mil toneladas, mais que o dobro do enviado ao exterior em setembro de 2017 e em outubro de 2016.

O estoque em lavouras de soja vale à pena?

O aumento da produção de soja nos principais produtores tem aumentado os estoques no Brasil e no mundo. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 2016/2017, com a temporada encerrada, os estoques finais mundiais foram estimados em 96,2 milhões de toneladas, representando um aumento de 23,2% em relação à temporada anterior. A estimativa para 2017/2018 é de 97,9 milhões de toneladas em estoques finais no mundo, simbolizando um crescimento de 1,7% se comparado com o ciclo passado.

Essa maior disponibilidade do grão é um fator de baixa sobre as cotações da soja para o primeiro semestre de 2018, especialmente a partir do próximo mês, quando a colheita brasileira ganha força. Contudo, contrapondo a esta questão, a demanda mundial continua firme, e isso tem limitado as quedas de preços no mercado internacional e, pontualmente, dado sustentação às cotações. Com isso, a expectativa é de que o consumo continue aquecido neste ano.

Por estes motivos: sim, vale à pena realizar a estocagem em lavouras de soja. O produtor que tem condições de armazenar grãos dentro de sua propriedade rural pode deixar para vender a produção quando os preços estiverem mais altos, obtendo, assim, maiores lucros que o previsto. Além disso, o agricultor também economiza gastos com transporte, permanece com o produto disponível no local de produção e pode usá-lo da forma que achar melhor para o negócio.

Silos: uma alternativa de armazenagem rápida e de custo acessível

O armazenamento de grãos no Brasil ainda passa por dificuldades, pois muitos agricultores apenas plantam e colhem, esquecendo que também é preciso armazenar o que sobra de forma correta. Hoje, uma alternativa para os produtores que sofrem com os processos de armazenagem são os silos, que podem ser graneleiros ou temporários.

O silo físico permite o acompanhamento e medição da quantidade de impurezas, umidade e temperatura, garantindo a qualidade da produção. Além disso, é uma alternativa que vem crescendo a cada ano, pois atende aos médios e grandes produtores que procuram por soluções emergenciais para não perderem a safra.

Dentre os modelos mais indicados, está o silo metálico, que garante ótimas condições para os grãos durante mais tempo. Ele pode ser equipado com um completo sistema de controle de temperatura e ventilação, garantindo a manutenção dos cereais em excelentes condições.

Concluindo

Optar pelo estoque em lavouras de soja é algo a ser pensado por todo produtor rural. Com a demanda existente de produção de soja no Brasil, a melhor opção para o agricultor é ter onde estocar tudo o que restar de sua safra para que possa fazer um bom negócio nos outros períodos. Ser pego desprevenido e se ver sem meios para proteger aquilo que plantou, cultivou e colheu é um risco muito grande e que ainda se faz presente em muitas fazendas. Contudo, medidas eficientes, como os silos de armazenagem, precisam ser tomadas para evitar prejuízos financeiros.

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